
Os tarôs são divididos em 4 grupos:
1- HISTÓRICOS,
2- CLÁSSICOS OU TRADICIONAIS,
3- TRANSCULTURAIS OU ÉTNICOS e os
4- SURREALISTAS OU FANTASIA.
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1 – OS TARÔS HISTÓRICOS – aqueles confeccionados nos séculos XV e XVI.

Existem duas versões desse baralho, o Visconti-Sforza Pierpont Morgan-Bergamo e o Visconti-Sforza Cary-Yale, também chamado de Visconti di Modrone.
* Do Visconti-Sforza Pierpont Morgan-Bergamo restaram 74 cartas – o cavaleiro de ouros e o três de espadas não foram encontrados. Não se sabe se a carta do Diabo e a carta da Torre faziam parte do baralho e também desapareceram ou se foram adicionadas mais tarde nos baralhos seguintes a este. As demais cartas são as mesmas encontradas no baralho de Marselha.

* O Visconti di Modrone apresenta três curiosidades, a primeira diz respeito a Donzela como par do Pajem e a Dama sobre o cavalo como par do Cavaleiro.

Apresenta também as 3 virtudes teologais – a Esperança, a Caridade e a Fé. Mais uma característica deste baralho – no lugar do Eremita, aparece o Tempo segurando sua ampulheta.

Deste baralho restaram apenas 11 trunfos (sem A Torre e sem O Diabo), 17 cartas da corte e 39 cartas numeradas, num total de 67 cartas.

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2 – OS TARÔS CLÁSSICOS OU TRADICIONAIS
Os tarôs clássicos ou tradicionais seguem o padrão Marselha, independente da época da sua publicação.

Por volta do século XVI o “padrão Marselha” se estabelece entre os produtores de baralhos. No final do Século XVII houve um colapso na produção de baralhos da cidade de Milão e a região francesa de Marselha passou a produzir e comercializar os baralhos estilo milanês. No século XX, em 1931, a editora francesa Grimaud reproduziu o baralho de Nicolas Conver, que foi originalmente produzido em Marselha e deu ao baralho o nome de Tarô de Marselha.
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3 – OS TARÔS TRANSCULTURAIS OU ÉTNICOS
Tarôs transculturais usam figuras lendárias, relativas a culturas ou mitologias em seus arcanos.

A editora argentina Kier publicou este baralho pela primeira vez em 1955.
Em 1971 foi publicado novamente acompanhado do livro: “La Cabala de Prediccion” de J. Iglesias Janeiro (artista que criou o baralho Kier).
Atualmente este baralho pode ser encontrado junto com o livro publicado em 2013 pela editora Pensamento chamado “Tarô Egípcio Kier – Conhecimento Iniciático do Livro de Thoth” escrito por Bibiana Rovira.
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4 – OS TARÔS SURREALISTAS OU FANTASIA
Tarôs fantasia usam a imaginação do artista para conceber seus arcanos.

Publicado em 2011 pela editora Llewellyn Worldwide. Acompanhado de um livro guia. Arte de Stephanie Pui-Mun Law e texto de Barbara Moore.